Quem treina com frequência — seja na musculação, corrida, bike, crossfit, lutas, futebol, natação ou qualquer outro esporte — costuma cuidar bem do corpo: alimentação, sono, fisioterapia, exames e suplementação. Mas existe um ponto que muita gente esquece e que pode influenciar diretamente performance, recuperação e risco de lesão: a saúde bucal.
É aí que entra a odontologia do esporte, uma área da odontologia focada em prevenir e tratar problemas bucais que impactam atletas e praticantes de atividade física, além de ajudar a proteger dentes e estruturas da face durante treinos e competições.
O que é odontologia do esporte?
A odontologia do esporte é o cuidado odontológico com foco em quem pratica esporte — do iniciante ao atleta de alto rendimento. Ela envolve:
• Prevenção de traumas (como fraturas dos ossos maxilares, fraturas dentárias e lesões de tecido mole)
• Avaliação de inflamações e infecções (mesmo as “silenciosas”, que não apresentam nenhuma sintomatologia)
• Análise de hábitos e rotinas do atleta (hidratação, respiração, uso de suplementos, bebidas esportivas, gel de carboidrato)
• Planejamento de protetores bucais personalizados para cada modalidade
• Acompanhamento periódico, como parte da rotina de saúde do esporte
A ideia é simples: uma boca saudável ajuda o corpo a funcionar melhor — e uma boca doente pode “roubar” energia do organismo, sobrecarregar o sistema imunológico e atrapalhar seu desempenho.
Por que isso importa para quem treina?
1) Infecções bucais podem afetar performance e recuperação
Muita gente acha que, se não está doendo, está tudo bem. Só que na odontologia isso nem sempre é verdade. Cáries profundas, gengivite, periodontite e inflamações ao redor de dentes e raízes podem ficar “quietas” por um tempo.
O problema é que essas inflamações liberam substâncias que circulam pelo corpo e podem:
• aumentar a sensação de cansaço
• dificultar a recuperação pós-treino
• prejudicar qualidade do sono
• piorar dores musculares e articulares em algumas pessoas
• aumentar o risco de queda de rendimento em fases de carga alta
Para quem compete, detalhes contam. E inflamação crônica é um detalhe grande.
2) Gengiva sangrando não é normal — e é comum em quem treina
Sangramento na escovação é sinal de inflamação gengival, não “escovação forte”. Em atletas e praticantes intensos, isso pode aparecer mais por uma combinação de fatores:
• rotina corrida → higiene oral feita com pressa
• boca mais seca, xerostomia (respiração pela boca durante treino)
• estresse e variações de imunidade em fases de treino pesado
Cuidar da gengiva é cuidar de uma das “portas de entrada” para inflamação no organismo.
3) Bebidas esportivas e géis podem aumentar risco de cárie e erosão
Isotônicos, pré-treinos, bebidas energéticas e alguns géis têm acidez e/ou açúcar. Isso pode favorecer:
• erosão dental (desgaste químico do esmalte)
• sensibilidade
• maior chance de cárie, especialmente se o consumo for frequente ao longo do treino
Não é “proibido usar” — mas é importante saber compensar com estratégias simples, como hidratação adequada, timing e higiene correta.
4) Bruxismo e apertamento podem piorar com estresse e alta carga de treino
Muita gente que treina forte também vive sob pressão: metas, trabalho, competição, ansiedade pré-prova. Isso pode aumentar o apertamento (principalmente à noite) e levar a:
• dor na articulação (ATM)
• dor de cabeça
• desgaste dental
• sensação de “mandíbula cansada”
• estalos ao abrir/fechar a boca
A odontologia do esporte observa esses sinais e orienta o melhor cuidado para cada caso.
5) Traumas: um dente quebrado pode ser evitado
Em esportes de contato (lutas, futebol, basquete, handebol) e até em quedas (bike, patins, corrida), lesões na boca são muito comuns. Um trauma pode causar:
• fratura dental
• deslocamento do dente
• cortes em lábio e bochecha
• problemas na articulação
Um protetor bucal personalizado muda o jogo: melhora conforto, respiração, retenção e proteção real — bem diferente dos modelos prontos do tipo “esquenta e morde”, que muitas vezes incomodam e acabam esquecidos.
O que a avaliação na odontologia do esporte costuma incluir?
Sem complicar, uma avaliação bem-feita normalmente avalia:
• dentes (cáries, restaurações antigas, infiltrações, trincas)
• gengiva (inflamação, sangramento, retração)
• mordida e função (apertamento, desgaste, dores na mandíbula)
• risco de erosão (ácidos, bebidas, refluxo gastro intestinal)
• necessidade de protetor bucal (tipo de esporte e intensidade)
• plano preventivo (profilaxias, aplicação de flúor, orientação sobre retorno periódicos baseados no risco observado a doença bucal)
O objetivo é montar um plano prático e sustentável — que funcione dentro da sua rotina de treinos.


Quem deveria procurar odontologia do esporte?
Você não precisa ser atleta profissional. Esse cuidado é indicado para:
• quem treina 3x ou mais por semana
• quem compete (corridas, lutas, campeonatos, provas longas)
• quem usa isotônico/gel/pré-treino com frequência
• quem tem sensibilidade, desgaste ou erosão dental
• quem sente dor de cabeça, aperta os dentes ou tem estalos na mandíbula
• quem pratica esporte com risco de impacto/quedas
Se você se viu em um desses pontos, uma avaliação preventiva costuma evitar problemas maiores lá na frente.
Saúde, bem-estar e performance começam pela boca
A odontologia do esporte une duas coisas que caminham juntas: saúde e performance. Quando a boca está saudável, você reduz inflamações desnecessárias, protege seu sorriso de traumas e mantém o corpo mais “livre” para fazer o que ele precisa fazer: treinar, evoluir e competir com segurança.
Se você treina e quer levar isso a sério, vale incluir a saúde bucal no seu check-up — do mesmo jeito que você acompanha exames e prevenção de lesão.
A Gasparini Odontologia, estabelecida na Av. Paes de Barros, 2402, no Parque da Mooca, atua na Odontologia do Esporte e tem como missão promover saúde bucal em todas as fases da vida e para isso, oferece os procedimentos mais eficientes e a melhor tecnologia para pacientes que procuram atendimento de alto padrão.
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